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Tag Archives: Estudos Pós-Coloniais

‘Nada colonial é inocente’, Aula Aberta de Miguel Vale de Almeida

Divulgamos a Aula Aberta pelo antropólogo Miguel Vale de Almeida (ISCTE-IUL/CRIA), no âmbito do Programa de Doutoramento ‘Patrimónios de Influência Portuguesa’ do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

É no dia 21 de Março, sexta-feira, das 11h às 13h, no Anfiteatro I do Instituto de Antropologia (Departamento de Ciências da Vida, FCTUC).

Resumo:

Uma parte substancial das narrativas de identidade nacional portuguesa contemporâneas assenta na experiência histórica que vai dos Descobrimentos à independência das colónias na sequência da Guerra Colonial, passando pelas várias fases e geografias do colonialismo. Certas imagens, objetos, ícones parecem fetichizar (no duplo sentido da expressão) essas narrativas, contribuindo para uma relação de identificação não muito diferente das experiências de publicidade e consumo. Mas que processos sociais, culturais, económicos e políticos escondem esses “feitiços”? Como seriam eles vistos “do outro lado”, por sujeitos individuais e coletivos que não se reconhecem nessas narrativas. Ao antropólogo compete dar-lhes voz.

nada colonial é inocente (2)

Estudos Culturais – Colonialismos, Pós-colonialismos e Lusofonias

Divulgamos o CFP até 15 de outubro.
“IV Congresso Internacional em Estudos Culturais – Colonialismos, Pós-colonialismos e Lusofonias”, Universidade de Aveiro e Universidade do Minho, de 28 a 30 de Abril, no Museu de Aveiro.

Mais informações: http://www.estudosculturais.com/congressos/ocs-2.3.5/index.php/ivcongresso/cpcl/schedConf/cfp

Antropologia em Contraponto, 9-11 Setembro, Vila Real

Divulgamos o V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) a realizar-se em Vila Real, na UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), durante os dias de 9, 10 e 11 de Setembro de 2013.

O calendário das sessões encontra-se aqui: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/timetable.php5

Chamamos a atenção para o painel 10 organizado por membros do gaiepc: Cristina Sá Valentim, Esther Moya e Fabrício Rocha: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/panels.php5?PanelID=2352

Participem!

Seminário Internacional Violências, Memórias e Justiças no tempo presente

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Divulgamos o Seminário Internacional a realizar-se no CES, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, no dia 21 de maio, 2013.

Programa:

10h00 – Apresentação: Maria Paula Meneses

10h15-11h30  | Estado, violências políticas, guerras e repressão: a política de produção, gestão e reconhecimento de memórias e vítimas/afetados
Chair: Silvia Maeso (CES)
Gabriel Gatti (UPV)
Margarida Calafate Ribeiro (CES)
11h30-12h00 Discussão

12h00-14h00 Almoço

14h00-15h30 | As histórias do depois
Chair: Catarina Gomes (CES)
Bruno Sena Martins (CES)
Sheila Khan (Universidade do Minho)
15h30-16h00 Discussão

Coffee Break

16h15-17h00 |  Arquivos, memórias e História na literatura e no cinema
Chair: Maria Paula Meneses (CES)
António Sousa Ribeiro (CES) [* a confirmar]
Fabrice Schurmans (CES)
Diana Andringa (CES)
Claúdio Tomás (U. Agostinho Neto/ISCTE)
Miguel Cardina (CES)

Para mais informações sobre atividades associadas ao Seminário, ver aqui: http://www.ces.uc.pt/eventos/index.php?id=7339&id_lingua=1

Colóquio Internacional Conhecimento e Ciência Colonial

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Divulgamos o Colóquio Internacional a decorrer em Lisboa na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 27 a 29 de novembro de 2013.

A chamada de abstracts termina a 5 de julho. Para mais informações ver http://coloquiocienciacolonial2013.wordpress.com/, onde se poderá fazer o download das instruções do envio.

Revistas Científicas

Afro-Ásia

http://www.afroasia.ufba.br/

Agália – Revista de Estudos na Cultura

http://www.agalia.net/

AIBR. Revista de Antropología Iberoamericana

http://www.aibr.org/antropologia/netesp/

Alteridades

http://uam-antropologia.info/web/component/option,com_docman/Itemid,26/

Altre Modernità. Rivista di studi letterari e culturali

http://riviste.unimi.it/index.php/AMonline/issue/archive#

Antropológicas

http://revistas.rcaap.pt/antropologicas/index

Antropos. Revista de Antropologia

http://revista.antropos.com.br/v3/

Argumentos

http://bidi.xoc.uam.mx/tabla_contenido_fasciculo.php?id_fasciculo=612

Revista de Antropología Social.

http://revistas.ucm.es/index.php/RASO

B

Boletín de Antropología. Universidad de Antioquía

http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/boletin

Revista Brasileira do Caribe

http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rbrascaribe/index

C

Cadernos de Arte e Antropologia

http://www.portalseer.ufba.br/index.php/cadernosaa/about

Cadernos de Estudos Africanos

http://cea.iscte.pt/cadernos/

Campos. Revista de Antropología Social

http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/campos/index

Caribbean Studies

http://graduados.uprrp.edu/caribbean-studies/

Civitas. Revista de Ciências Sociais

http://revistaseletronicas.pucrs.br/civitas/ojs/index.php/civitas

Revista Crioula

http://www.fflch.usp.br/dlcv/revistas/crioula/index.php

Revista Crítica de Ciências Sociais

http://www.ces.uc.pt/rccs/index.php

Cuadernos Interculturales

http://cuadernosinterculturales.uv.cl/

Cultural Studies

http://www.tandfonline.com/action/aboutThisJournal?journalCode=rcus20

D

Desacatos. Revista de Antropología Social

http://www.ciesas.edu.mx/desacatos/ini.html

Revista Desassossego

http://www.revistas.usp.br/desassossego/

E

En clave de Sur

http://ilsa.org.co:81/taxonomy/term/3

Revista Estudos Feministas

http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/ref

Etnográfica

http://cria.org.pt/site/revista-etnografica.html

Ex Plus Ultra. The Postgraduate Ejournal of the WUN International Network in Colonial and Postcolonial Studies.

http://explusultra.wun.ac.uk/index.php/about/introduction

Revista Ecléctica

http://revistaeclectica.org/

H

HAU: Journal of Ethnographic Theory

http://www.haujournal.org/index.php/hau/index

Revista Histórica. Revista on line do Arquivo Público do Estado de São Paulo

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/historica/index.php

Horizontes Antropológicos

http://www.ufrgs.br/ppgas/ha/

I

Revista Icarahy

http://www.revistaicarahy.uff.br/revista/

Interventions: International Journal of Postcolonial Studies

http://www.nyupoco.com/html/interventions.html

Revista (in)visível

http://revistainvisivel.com/

J

Journal of Imperial and Commonwealth History

http://www.history.ac.uk/history-online/journal/journal-imperial-and-commonwealth-history

Journal of Southern African Studies

http://www.tandfonline.com/action/aboutThisJournal?journalCode=cjss20

L

Latinoámerica. Revista de Estudios Lationamericanos

http://www.cialc.unam.mx/web_latino_final/latinoamerica.html

Revista Latinoamericana de Estudios sobre Cuerpos , Emociones y Sociedad

http://www.relaces.com.ar/

Lusotopie

http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/

M

Mulemba – Revista de Estudos de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa

http://setorlitafrica.letras.ufrj.br/mulemba/index.php

N

Nómadas, Revista Crítica de Ciencias Sociales y Jurídicas

http://revistas.ucm.es/index.php/NOMA

O

Otro Derecho

http://ilsa.org.co:81/taxonomy/term/5

Otros Logos

http://www.ceapedi.com.ar/otroslogos/

P

Revista Pueblos y Fronteras

http://www.pueblosyfronteras.unam.mx/index.html

Q

Quaderns-e. Institut Català d’Antropologia

http://www.antropologia.cat/quaderns_e

R

Ra-Ximhai, Revista Científica.

http://raximhai.com.mx/Portal/

Radical History Review

http://www.dukeupress.edu/Catalog/ViewProduct.php?viewby=journal&productid=45628

Realis. Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais

http://www.revista-realis.org/

Representations

http://www.representations.org/about/

S

Settler Colonial Studies

http://settlercolonialstudies.org/journal/

South African Historical Journal

http://www.sahs.org.za/index.php/journal.html

T

Revista Tabula Rasa

http://www.revistatabularasa.org/

Theory, Culture & Society

http://theoryculturesociety.blogspot.pt/

Transmodernity. Journal of Peripherical Cultural Production of the Luso-Hispanic World

http://www.escholarship.org/uc/ssha_transmodernity

 

 

Buscadores:

Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal

http://www.redalyc.org/

Scielo. Scientific Electronic Library Online

http://www.scielo.org/php/index.php?lang=es

Experiências Coloniais e seus legados: entre corpos, poderes e subjetividades

O V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia terá lugar entre 9 e 11 de Setembro de 2013 no Campus da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) em Vila Real.  O Congresso é organizado pela Associação Portuguesa de Antropologia (APA) e a chamada para comunicações decorrerá de 1 de Fevereiro a 22 de Abril de 2013. 

Link do Congresso: http://www.apantropologia.org/congresso2013/

Nomeadamente, chamamos a vossa atenção para o painel “Experiências Coloniais e seus legados: entre corpos, poderes e subjetividades” coordenado por Cristina Sá Valentim, Esther Fernández Moya e Fabrício Rocha (doutorandos em Pós-Colonialismos e Cidadania Global no CES-Coimbra) e colaboradores no GAIEPC.

Resumo

A expansão marítima europeia e os colonialismos subsequentes instituíram a naturalização da diferença como desigualdade e inferioridade para legitimar formas de dominação/exploração sobre outras pessoas e outros conhecimentos. As categorizações epistémicas/raciais/sexistas da modernidade ocidental elaboradas de forma a denominar para dominar, tiveram no corpo o lugar privilegiado do exercício do poder.

Perante a visão mecanicista cartesiana, que concebia o corpo como recetáculo da alma, a contribuição do antropólogo Marcel Mauss na década de 1930 foi decisiva nas ciências sociais e humanas para se entender o corpo enquanto um mediador de excelência entre conhecimento e experiência, indivíduo e sociedade. Sendo o corpo um veículo de expressão de intencionalidades, fronteiras, hierarquias, exclusões e inclusões sociais, no fundo, de identidades, a performatividade e a corporalidade são instrumentos de poder que tanto servem propósitos de dominação como de oposição.

Se os colonialismos e as colonialidades, e seus legados, são dimensões complexas e contraditórias alicerçadas na subjetividade, torna-se necessário problematizar os debates pós-coloniais que, na esteira de Foucault e Said, se concentram na desconstrução do discurso e da representação. Para tanto, as contribuições teóricas e metodológicas da antropologia contemporânea mostram-se pertinentes na medida em que partem de materiais etnográficos específicos numa visão crítica e comparativa que agrega experiências locais a processos globais. Isto permite inquirir as materialidades dos processos de atribuição de significado, nomeadamente a inscrição nos corpos de formas coloniais de opressão como também os mecanismos que, no plano intersubjetivo do quotidiano e através do corpo, atuam como expressões de poder contra-hegemónico.

Envio de propostas no link do painel 10:

http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/panels.php5?PanelID=2352

Descolonizar os desejos?

 

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Está aberta a chamada de comunicações para o Congreso de Filosofia Jovem “Horizontes de Compromisso”, a realizar-se em Granada, na Espanha, entre os dias 5-8 de Junho de 2013.

O prazo para a apresentação de propostas e resumos termina a 23 de Fevereiro de 2013 (máximo de 300 palavras, além do contacto e de uma breve biografia).

O Grupo Autónomo de Investigação em Estudos Pós-Coloniais (GAIEPC) coordena a Mesa de Debate #3, do segmento dedicado a PENSAR.

Confira abaixo a íntegra da chamada específica da Mesa de Debate #3 em Espanhol e em Português. Se preferir, carregue o arquivo em pdf.

¿Descolonizar los Deseos?
Lenguas: Español / Portugués
Contacto: gaieposcoloniais@gmail.com

Descripción
La distinción entre naturaleza/cultura fue una narrativa fundadora del pensamiento occidental, en particular a partir de la intensificación de los (des)encuentros con sociedades nooccidentales que la expansión marítima europea y el colonialismo subsecuente potenciaron. La apreciación occidental de la cultura en detrimento de la naturaleza consistía en un instrumento simbólico y político de poder, más concretamente de opresión y legitimización que provocaron divisiones entre personas y conocimientos. Subyacente a esta oposición reside otra -las emociones y la razón/cognición- y que funcionó como una herramienta ideológica y discursiva que implicó procesos de jerarquización y diferenciación social.

Los deseos como parte del vasto universo de las emociones, fueron objeto de una retórica de control específica del discurso hegemónico de la modernidad occidental. El sistema-mundo moderno-colonial ha elaborado estratégicamente prácticas de disciplinamiento de los deseos con el objetivo de mantener “el orden capitalista” bajo formas de dominación/explotación. Desde una perspectiva postcolonial, consideramos que un debate crítico sobre los deseos puede ser pertinente para cuestionar, por una parte, las formas de regulación de los deseos que perpetúan las políticas coloniales, y por otra parte, indagar desde qué deseos colectivos pueden emerger nuevos horizontes de posibilidad, es decir, hasta qué punto los deseos pueden ser emancipatorios. En este sentido, tal y como enuncian Guattari y Rolnik: “propondría[amos] denominar deseo a todas las formas de voluntad de vivir, de crear, de amar; a la voluntad de  inventar otra sociedad, otra percepción del mundo, otros sistemas de valores” (Guattari y Rolnik, 2006:255).

Partiendo de la idea de que los deseos son construcciones culturales y políticas y que constituyen acciones históricamente situadas; sugerimos las siguientes cuestiones: ¿de qué formas se construyen, manipulan, incorporan y vivencian los deseos en cuanto discursos?, ¿es posible indisciplinar los deseos colectivamente? y ¿desde qué deseos colectivos están emergiendo acciones colectivas transformadoras?.

Desde el desafio colectivo que supone para nosotras esta propuesta y desde la diversidad de lugares desde donde hablamos, pretendemos trazar la performatividad de los deseos en los siguientes ámbitos:

· Deseos colectivos y emancipación social
· Imaginarios del Estado-Nación y dispositivos de control del deseo
· Capitalismo, individualización del deseo y cuerpos precarios
· La materialidad del deseo: políticas de desarrollo y consumo
· Representación del deseo en la literatura y artes
· Diferenciación social

“Descolonizar os Desejos?”
Línguas: Espanhol/ Português
Contacto: gaieposcoloniais@gmail.com

Descrição
A distinção entre natureza/cultura foi uma narrativa fundadora do pensamento ocidental, em particular a partir da intensificação dos (des)encontros com sociedades não-ocidentais que a  expansão marítima europeia e o colonialismo subsequente potenciaram. A valorização ocidental da cultura em detrimento da natureza consistiu num instrumento simbólico e político de poder, mais concretamente de opressão e de legitimação, que criou clivagens entre pessoas e conhecimentos. Subjacente a esta oposição reside uma outra – as emoções e a razão/cognição – e que funcionou como uma ferramenta ideológica e discursiva que implicou processos de hierarquização e diferenciação social.

Os desejos, como parte integrante do universo vasto das emoções, foram alvo de uma retórica de controlo específica do discurso hegemónico da modernidade ocidental. O sistema-mundo moderno colonial elaborou estrategicamente práticas disciplinares dos desejos com o objetivo de manter a ‘ordem capitalista’ através de formas reguladoras de dominação/exploração. Numa perspectiva pós-colonial, consideramos que um debate crítico sobre os desejos possa ser pertinente para inquirir, por um lado, sobre formas reguladoras de desejos que perpetuam políticas coloniais e, por outro lado, que tipo de desejos coletivos podem levar a novos horizontes de possibilidade, isto é, até que ponto os desejos podem ser emancipatórios. Nesse sentido, e tal como Guattari e Rolnik enunciam, “[…] proporía [mos] denominar desejo todas as  formas de vontade de viver, de criar, de amar; a vontade de inventar outra sociedade, outra perceção de mundo, outros sistemas de valores” (Guattari e Rolnik, 2006: 255).

Partindo da ideia de que os desejos são construções culturais e políticas e que constituem acções historicamente situadas, pretendemos levantar algumas questões: De que formas se constroem, manipulam, incorporam e vivenciam os desejos enquanto discursos? É possível indisciplinar os desejos coletivamente? A partir de que desejos coletivos estão a emergir ações coletivas transformadoras?

Tendo em conta o desafio coletivo presente nesta proposta, assim como a diversidade de lugares de onde falamos, pretendemos traçar a performatividade dos desejos nos seguintes temas:

· Desejos coletivos e emancipação social
· Imaginários do Estado-Nação e dispositivos de controlo do desejo
· Capitalismo, individualização do desejo e corpos precários
· A materialidade do desejo: políticas de desenvolvimento e consumo
· Representação do desejo nas literaturas e artes
· Diferenciação social