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Tag Archives: Antropologia

‘Nada colonial é inocente’, Aula Aberta de Miguel Vale de Almeida

Divulgamos a Aula Aberta pelo antropólogo Miguel Vale de Almeida (ISCTE-IUL/CRIA), no âmbito do Programa de Doutoramento ‘Patrimónios de Influência Portuguesa’ do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

É no dia 21 de Março, sexta-feira, das 11h às 13h, no Anfiteatro I do Instituto de Antropologia (Departamento de Ciências da Vida, FCTUC).

Resumo:

Uma parte substancial das narrativas de identidade nacional portuguesa contemporâneas assenta na experiência histórica que vai dos Descobrimentos à independência das colónias na sequência da Guerra Colonial, passando pelas várias fases e geografias do colonialismo. Certas imagens, objetos, ícones parecem fetichizar (no duplo sentido da expressão) essas narrativas, contribuindo para uma relação de identificação não muito diferente das experiências de publicidade e consumo. Mas que processos sociais, culturais, económicos e políticos escondem esses “feitiços”? Como seriam eles vistos “do outro lado”, por sujeitos individuais e coletivos que não se reconhecem nessas narrativas. Ao antropólogo compete dar-lhes voz.

nada colonial é inocente (2)
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Antropologia em Contraponto, 9-11 Setembro, Vila Real

Divulgamos o V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) a realizar-se em Vila Real, na UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), durante os dias de 9, 10 e 11 de Setembro de 2013.

O calendário das sessões encontra-se aqui: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/timetable.php5

Chamamos a atenção para o painel 10 organizado por membros do gaiepc: Cristina Sá Valentim, Esther Moya e Fabrício Rocha: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/panels.php5?PanelID=2352

Participem!

Horizontes Antropológicos 41 – Antropologia e Políticas Globais Chamada de artigos

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Organizadores: Ondina Fachel Leal e Guilherme W. Radomsky

Data-limite para apresentação de artigos: 31 de agosto de 2013

Lançamento: junho de 2014

A proposta temática deste número de Horizontes Antropológicos abarca os subtemas: Antropologia das agências internacionais; regime global de propriedade intelectual, movimentos sociais e propostas alternativas; outros regimes globais e suas agendas na área de desenvolvimento, saúde e/ou meio ambiente e respectivas políticas públicas e gestões locais.

O objetivo é agregar trabalhos e constituir uma discussão antropológica que aborde o papel de agências multilaterais (tais como OMC, OMS, Banco Mundial, Fundo Global, entre outras) na formulação de regimes jurídicos e políticas globais e transnacionais; as diversas modalidades de cooperação internacional e desenvolvimento e o papel de agências ou fundações filantrópicas privadas com atuação internacional, a rede de organizações não governamentais que se constituem em torno destas, a assim chamada “global civil society”. O objetivo é o de problematizar os modos como diferentes organizações enfrentam os dilemas e assimetrias inerentes a este campo, e as desigualdades ou dinâmicas expressas em dicotomias tais como Norte e Sul; desenvolvimento/em desenvolvimento; e global e local.

Este número da revista Horizontes Antropológicos está aberto às diferentes possibilidades de abordagens e perspectivas antropológicas no tratamento do tema Políticas Globais, trabalhos na tradição etnográfica serão especialmente incentivados.

Link: http://www.ufrgs.br/ppgas/ha/

Experiências Coloniais e seus legados: entre corpos, poderes e subjetividades

O V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia terá lugar entre 9 e 11 de Setembro de 2013 no Campus da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) em Vila Real.  O Congresso é organizado pela Associação Portuguesa de Antropologia (APA) e a chamada para comunicações decorrerá de 1 de Fevereiro a 22 de Abril de 2013. 

Link do Congresso: http://www.apantropologia.org/congresso2013/

Nomeadamente, chamamos a vossa atenção para o painel “Experiências Coloniais e seus legados: entre corpos, poderes e subjetividades” coordenado por Cristina Sá Valentim, Esther Fernández Moya e Fabrício Rocha (doutorandos em Pós-Colonialismos e Cidadania Global no CES-Coimbra) e colaboradores no GAIEPC.

Resumo

A expansão marítima europeia e os colonialismos subsequentes instituíram a naturalização da diferença como desigualdade e inferioridade para legitimar formas de dominação/exploração sobre outras pessoas e outros conhecimentos. As categorizações epistémicas/raciais/sexistas da modernidade ocidental elaboradas de forma a denominar para dominar, tiveram no corpo o lugar privilegiado do exercício do poder.

Perante a visão mecanicista cartesiana, que concebia o corpo como recetáculo da alma, a contribuição do antropólogo Marcel Mauss na década de 1930 foi decisiva nas ciências sociais e humanas para se entender o corpo enquanto um mediador de excelência entre conhecimento e experiência, indivíduo e sociedade. Sendo o corpo um veículo de expressão de intencionalidades, fronteiras, hierarquias, exclusões e inclusões sociais, no fundo, de identidades, a performatividade e a corporalidade são instrumentos de poder que tanto servem propósitos de dominação como de oposição.

Se os colonialismos e as colonialidades, e seus legados, são dimensões complexas e contraditórias alicerçadas na subjetividade, torna-se necessário problematizar os debates pós-coloniais que, na esteira de Foucault e Said, se concentram na desconstrução do discurso e da representação. Para tanto, as contribuições teóricas e metodológicas da antropologia contemporânea mostram-se pertinentes na medida em que partem de materiais etnográficos específicos numa visão crítica e comparativa que agrega experiências locais a processos globais. Isto permite inquirir as materialidades dos processos de atribuição de significado, nomeadamente a inscrição nos corpos de formas coloniais de opressão como também os mecanismos que, no plano intersubjetivo do quotidiano e através do corpo, atuam como expressões de poder contra-hegemónico.

Envio de propostas no link do painel 10:

http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/panels.php5?PanelID=2352