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Category Archives: Evento Científico

‘Nada colonial é inocente’, Aula Aberta de Miguel Vale de Almeida

Divulgamos a Aula Aberta pelo antropólogo Miguel Vale de Almeida (ISCTE-IUL/CRIA), no âmbito do Programa de Doutoramento ‘Patrimónios de Influência Portuguesa’ do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

É no dia 21 de Março, sexta-feira, das 11h às 13h, no Anfiteatro I do Instituto de Antropologia (Departamento de Ciências da Vida, FCTUC).

Resumo:

Uma parte substancial das narrativas de identidade nacional portuguesa contemporâneas assenta na experiência histórica que vai dos Descobrimentos à independência das colónias na sequência da Guerra Colonial, passando pelas várias fases e geografias do colonialismo. Certas imagens, objetos, ícones parecem fetichizar (no duplo sentido da expressão) essas narrativas, contribuindo para uma relação de identificação não muito diferente das experiências de publicidade e consumo. Mas que processos sociais, culturais, económicos e políticos escondem esses “feitiços”? Como seriam eles vistos “do outro lado”, por sujeitos individuais e coletivos que não se reconhecem nessas narrativas. Ao antropólogo compete dar-lhes voz.

nada colonial é inocente (2)

Programa do IV Colóquio Doutorandos/as CES

O Programa do IV Colóquio de Doutorandos/as do CES Coimbra C: Dialogar com os Tempos e os Lugares do(s) Mundo(s) está disponível on-line.

http://www.ces.uc.pt/coloquiodoutorandos2013/index.php?id=7969&id_lingua=1&pag=8020

Atenção para as Atividades Pré-Colóquio:

Dia 4, Ciclo de Cinema Ecologia e lutas sociais: homenagem a Chico Mendes (1944-1988)

Dia 5, Workshop webQDA: Software de apoio à análise qualitativa

 IV Colóquio CES

Inscrições até 25 de novembro

http://www.ces.uc.pt/coloquiodoutorandos2013/index.php?id=7969&id_lingua=1&pag=8029

Identidades em Performance: Vozes de uma cinematografia queer da produtora CineGround nos Anos de 1970 em Portugal

Mariana Santos Martins Gonçalves (ISCTE-IUL)

 

V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (APA), Antropologia em Contraponto9 a 11 de Setembro de 2013

Campus da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, Vila Real

Comunicação apresentada no Painel 10: Experiências coloniais e seus legados: entre corpos, poderes e subjetividades.

Coordenação de Cristina Sá Valentim, Esther Moya e Fabrício Rocha

 

“A presente comunicação insere-se no projecto de investigação ‘Identidades em Performance: Memória de uma cinematografia queer da produtora CineGround nos Anos de 1970 em Portugal’, do Curso de Mestrado em Antropologia,  na especialidade de Globalização, Migrações e Multiculturalismo, do Instituto Universitário de Lisboa ISCTE – IUL, sob orientação do Professor Doutor Paulo Raposo (ISCTE-IUL). Pretende-se aqui compreender a construção social das identidades de género no seu carácter performativo, através do estudo/reconstrução do contexto espacio-temporal que esteve na origem da criação da produtora de cinema ‘Cineground’, fundada logo após a Revolução de 25 de Abril de 1974,  pelo artista plástico Óscar Alves e pelo produtor João Paulo Ferreira.

Fundada em 1975, a Cineground foi um grupo que se caracterizou por fazer uma primeira tentativa de comercialização de filmes em Super8, em pequenas salas de diversão em Portugal (boîtes e clubes nocturnos). Esses seriam na época os locais de eleição para a divulgação de uma cinematografia de carácter underground  (na origem do nome da produtora) e também queer.

Com escassos recursos de produção e uma equipa técnica reduzida, a Cineground logrou a criação de uma dezena de títulos (conhecidos): Fatucha Super Star (1976), Os demónios da Liberdade (1976), Goodbye Chicago (1978), O Charme Indiscreto de Epifânia Sacadura (1976), Solidão Povoada (1976), As aventuras e desventuras de Julieta Pipi (1976), (Trauma (1976), Tempo Vazio (1977) e Ruínas (1978) (os últimos 3 títulos, da autoria de João Paulo Ferreira não existem em arquivo, crê-se que terão sido ‘oferecidos’ pelo autor à Cinemateca Russa. (Fonte: Queer Lisboa). Nos filmes encontramos representações de sexualidades, classificadas na década de 60/70 como ainda desviantes, e uma apropriação do ‘jargão’ e estereótipos negativos que lhes seriam atribuídos. A sátira aos falsos moralismos e a linguagem subliminar remetem-nos para a repressão ditatorial, os seus resquícios no imaginário dos portugueses e como a experiência do normativo terá agudizado a tendência do desviante, a resistência, e finalmente, liberdade conquistada na materialização destes registos.

A diferença e a identidade, centrais no estudo antropológico, são termos que pela sua qualidade classificatória obrigam a um emprego cuidadoso. O seu dualismo está tão presente nas contingências históricas como no mais banal dos quotidianos. Invocar a diferença foi em tempos a única forma de reclamar a igualdade, vejam-se os exemplos dos movimentos feminista e da ‘negritude’. As identidades são um processo de construção e reprodução ao longo do tempo, existem por oposição ou relação directa com outros grupos, são sempre relativas a algo (etnia, nação, religião), estando portanto dependentes da alteridade, da diferença (Augé e Colleyn 2004: 16). A ideia de identidade como algo livre, flutuante, não ligada a uma ‘essência’, mas sim a uma performance, concebe o corpo como um projecto em que se inscrevem práticas culturais, sociais e artísticas (Vale de Almeida 1996). O caso do cinema queer da Cineground propicia uma reflexão sobre a construção social das identidades e sexualidades através de uma vivência de margem, em que a experiência corpórea de tornar-se o outro ilustra os mecanismos de construção da diferença. Recorri ao cinema como ‘ferramenta da Antropologia’, enquanto ciência que trabalha sobre a vida social e humana,  convicta de que a Cineground, constitui um registo material inédito da expressão queer da  década de 1970 em Portugal, que poderá ser revelador de conhecimento sobre identidades, que tal como o ‘seu’ cinema, ‘se viveram à margem’. Sugerindo que à democratização da sociedade estaria inerente a democratização das sexualidades, aqui temos um exemplo de como a arte se torna política. ”

 

Continuar a ler: PDF – Mariana Santos

 

 

Estudos Culturais – Colonialismos, Pós-colonialismos e Lusofonias

Divulgamos o CFP até 15 de outubro.
“IV Congresso Internacional em Estudos Culturais – Colonialismos, Pós-colonialismos e Lusofonias”, Universidade de Aveiro e Universidade do Minho, de 28 a 30 de Abril, no Museu de Aveiro.

Mais informações: http://www.estudosculturais.com/congressos/ocs-2.3.5/index.php/ivcongresso/cpcl/schedConf/cfp

CFP: “Coimbra C: Dialogar com os Tempos e os Lugares do(s) Mundo(s)”

cartaz

Divulgamos a chamada de resumos de comunicações para o IV Colóquio de Doutorandos/as do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

A data limite de envio é 1 de Setembro.

O evento realiza-se na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra de 6 a 7 de Dezembro de 2013.

Mais informações e formulário de submissão de propostas (ver as versões em PT, EN e ES):

http://www.ces.uc.pt/coloquiodoutorandos2013/index.php?id=8018&pag=8019&id_lingua=1

Antropologia em Contraponto, 9-11 Setembro, Vila Real

Divulgamos o V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) a realizar-se em Vila Real, na UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), durante os dias de 9, 10 e 11 de Setembro de 2013.

O calendário das sessões encontra-se aqui: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/timetable.php5

Chamamos a atenção para o painel 10 organizado por membros do gaiepc: Cristina Sá Valentim, Esther Moya e Fabrício Rocha: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/panels.php5?PanelID=2352

Participem!

Conferência “Musical and Other Cultural Responses to Political Violence in Latin America”

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Divulgamos a chamada de comunicações aberta até 15 de agosto de 2013 para a Conferência Musical and Other Cultural Responses to Political Violence in Latin America, a realizar-se no dia 6 de dezembro na Universidade de  Manchester, Inglaterra.

CFP:

Supported by the Martin Harris Centre for Music and Drama, the Centre for Latin American and Caribbean Studies (CLACS) and the Centre for Interdisciplinary Research in the Arts and Languages (CIDRAL).

Keynote speaker: Professor Michael Lazzara (University of California, Davis), author of Chile in Transition: The Poetics and Politics of Memory (2006).

Music, literature, theatre, cinema and other cultural expressions have long been intertwined with violence in Latin America. In the case of music, songs linked to the Shining Path guerrilla insurrection in Peru, chants sung during Venezuelan rallies by both supporters and opponents of chavismo, the emergence of the genre narcocorridos in Mexico, and pieces played by political prisoners and agents in detention and torture centres in Pinochet’s Chile offer examples of the many ways it can function in the context of violence: as a form of indoctrination and tool to abuse human rights, as a means to encourage and propagate political conflicts, aggression and social disruption, or as a survival tactic to resist violence and overcome traumatic situations, among other roles. Literature, theatre, cinema and other cultural expressions might assume similar functions. As John Blacking observes in How Musical is Man? (1973), “It sometimes happens that remarkable cultural developments can take place in societies in which man’s humanity is progressively abused, restricted, and disregarded. This is because cultural development can reach a stage where it is almost mechanically self-generative.”

This interdisciplinary conference will explore functions played by music and other cultural expressions in contexts of political violence in Latin America. The event is part of the Levehulme project ‘Sounds of Memory: Music and Political Captivity in Pinochet’s Chile’ at the University of Manchester. We welcome proposals from any area of the humanities and social sciences, particularly those dealing with anniversaries or events relating to state violence taking place in 2013, including the fortieth anniversary of the onset of the Chilean and Uruguayan dictatorships, the fifteenth anniversary of Pinochet’s detention in London, the genocide sentence against former Guatemalan dictator Efraín Ríos Montt and the death of the Argentinean ‘Dirty War’ criminal Jorge Rafael Videla. Papers prompting reflection on processes of memorialisation and reconciliation, as well as the continuing legacies of past regimes and those who opposed them, will be especially welcome. Themes to be addressed in the conference include, but are not limited to:

– human rights violations

– migration and exile

– testimony

– censorship

– political activism

– memory and post-memory

– nostalgia

– commemoration

– reconciliation and healing

– public space

– mediatic representations

– research ethics and methodologies

The working language of the conference will be English. Papers should last no longer than 20 minutes, including audio and visual illustrations. Abstracts of 250–300 words should be sent to the conference organiser, Katia Chornik (katia.chornik@manchester.ac.uk) by 15 August 2013. Speakers will be notified of their acceptance or otherwise by 1st September.