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Monthly Archives: Julho 2013

CFP, Postcolonial Justice

Divulgamos o Call for Panels e Papers para a Conferência ‘Postcolonial Justice’ a realizar-se em Postdam e Berlim, 29 maio – 1 de junho de 2014.

Envio até 30 de novembro. Mais informações aqui:

http://postcolonialjustice.wordpress.com/asnel/

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“Yawar Mallku – La sangre del cóndor”, Jorge Sanjinés (Bolivia, 1969)

1969 Yawar Mallku - Sangre de condor (cub) 01

A través de esta película se pone de manifiesto la historia real sucedida en Bolivia donde una comunidad indígena recibe atención médica de una agencia estadounidense “Cuerpo del Progreso” ( en realidad fue Peace Corps). Esta agencia se encargó de esterilizar a las mujeres indígenas sin su consentimiento ni conocimiento. Además de esta historia en particular sobre el control de los cuerpos en base a una lógica colonialista y patriarcal, esta película muestra toda una matriz de dominación que se pone en marcha en la colonización. Como muestra de ello, este film, inicia con una cita de James Donner en una conferencia en el Instituto Tecnológico de California:

“El habitante de una nación desarrollada no se identifica con el hambriento de la India o Brasil. Vemos a esa gente como una raza o especie distinta y en realidad lo son. Idearemos, antes de cien años, métodos apropiados para deshacernos de ellos. Son simplemente animales -diremos- constituyen una verdadera enfermedad. Resultado: las naciones ricas y fuertes, devorarán a las pobres y débiles”.

Antropologia em Contraponto, 9-11 Setembro, Vila Real

Divulgamos o V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) a realizar-se em Vila Real, na UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), durante os dias de 9, 10 e 11 de Setembro de 2013.

O calendário das sessões encontra-se aqui: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/timetable.php5

Chamamos a atenção para o painel 10 organizado por membros do gaiepc: Cristina Sá Valentim, Esther Moya e Fabrício Rocha: http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/panels.php5?PanelID=2352

Participem!

As mulheres brancas e o privilégio de Solidariedade. Houria Bouteldja, no IV Congresso Internacional sobre feminismo islâmico

Este é o texto da intervenção de Houria Bouteldja, porta-voz do PIR no IV Congresso Internacional sobre feminismo islâmico, que foi realizada em Madrid, nos dias 21-24 de Outubro. Mais de 500 pessoas inscreveram-se para o evento, centrado na análise da situação atual desse movimento e suas perspectivas futuras e promovido pelo Conselho Islâmico Catalão (JIC) e a União das Mulheres Muçulmanas em Espanha.

houria

Em primeiro lugar gostaria de agradecer à Junta Islamica Catalã pela organização desta conferência, que é uma lufada de ar fresco numa Europa que se enrola sobre si mesmo, que é movida por discussões cada vez mais xenófobas e pelo rejeitar da alteridade.

Espero que esta iniciativa terá un dia lugar em França tambem. Antes de entrar no vivo do assunto, quero apresentar me porque eu acho que a palavra deve sempre ser localizada.

Eu moro na França, e sou uma filha de imigrantes argelinos. Meu pai era um operário e minha mãe dona de casa. Não falo como socióloga, cientista ou teóloga. Em pocas palavras, eu não sou uma perita. Eu sou uma militante e falo por experiência militante, política ,e gostaria de acrescentar,por uma experiência sensorial. Eu indico todos estes pormenores porque quero que a minha intervençao seja tão honesta quanto possível. E honestamente, eu nunco pensei, até hoje , no cuadro e contexto determinado pelo feminismo islâmico. Então, por que participar nesta conferência? Quando fui convidada, eu disse claramente que eu não tinha competencia para falar de feminismo islâmico, mas que poderia falar sobre o conceito de feminismo descolonial, uma reflexão que acredito eu deve ser integrada com essa, geral ; sobre o feminismo islâmico. Portanto, sugiro-vos de examinar um certo número de perguntas que possam ser úteis para o nosso pensamento coletivo.

Sera o feminismo universal? Qual é a relação entre os feminismos feminismo branco / ocidental e do Terceiro Mundo e entre outros islâmico,?Sera o feminismo compatível com o Islã? Se sim, como légitima lo, e, finalmente, o que podem ser suas prioridades?

Primeira pergunta: Sera o feminismo universal?

Para mim é a questão das questões quando nos envolvemos numa visão descolonial e queremos descolonizar o feminismo. Esta questão é crucial, não para conseguirmos uma resposta, mas para forçar-nos, nós que vivemos no Ocidente, a tomar precauções quando se lida com outras sociedades. Tomemos o exemplo de sociedades ditas ocidentais, que têm presenciado o surgimento de movimentos feministas e são influenciadas por eles. As mulheres que lutaram contra o patriarcado e para uma dignidade igual entre homens e mulheres conquistaram direitos e melhoria no estatuto das mulheres, de que eu beneficio tambem. Comparemos a situação dessas mulheres, ou seja, nós, com as das sociedades chamadas “primitivas” na Amazônia, por exemplo. Existem ainda sociedades, aqui e ali guardadas fora das influências ocidentais. Tomem nota entre parênteses que eu não considero nenhuma sociedade como primitiva. Eu acho que há espaços /tempos differentes no nosso planeta, différentes temporalidades, nenhuma civilização está em avanço ou atrásada em relação a outra, que eu não me situo na escada do progresso e não considero o progresso como um fim em si mesmo ou como um horizonte político. Ou, dito de outra forma, eu não considero sempre o progresso como progresso, mas às vezes ou muitas vezes como uma regressão. E eu acho que o questão descolonial também se aplica à nossa percepção do tempo. Eu fecho o parêntese. Para voltar ao assunto, se tomarmos o simples teste de “bem estar” quem nesta sala pode dizer que as mulheres dessas sociedades (que não conhecem o conceito de feminismo tal como concebido por nós) são mais infelizes do que as mulheres europeias que não só participaram nas lutas, mas beneficiarão suas sociedades através de suas conquistas de valor inestimável? Pela minha parte, so absolutamente incapaz de responder a essa pergunta, e bendito seja aquele o aquela que o possa. Mas, novamente, a resposta não é importante. E a pergunta que o é! Porque obriga-nos a uma maior humildade e trava as tendências imperialistas e os nossos reflexos d’interferencia. Ela obriga-no a não considerar as nossas normas como universais e não calcar a nossa realidade sobre a de outro. Em suma, obriga-nos a ficar na nossa característica.

Uma vez que esta questão esta colocada de forma clara, sinto-me mais à vontade para abordar a segunda pergunta sobre a relação entre os feminismos ocidentais e os feminismos do Terceiro Mundo. Ela é necessariamente complexa, mas uma das suas dimensoes é a dominação norte / sul. Uma abordagem descolonial deve por em questão essa relaçao e tentar inversá-lo. Um exemplo:

Em 2007, as mulheres pertencentes ao Movimento dos Indígenas da República participaram na marcha anual de 08 de março, dedicada à luta das mulheres. Naquela época, a campanha dos EUA contra o Irão jà tinha começado. Nós decidimos andar atrás de uma bandeira, cujo lema era ” nenhum feminismo sem anti-imperialismo”. Usávamos todas keffiyehs palestinos e transmitiamos um folheto em solidariedade com as mulheres iraquianas, resistentes, presas pelos americanos. Na chegada, as organizadoras oficiais da manifestação começaram a gritar slogans de solidariedade com as mulheres iranianas. Estes slogans em plena ofensiva ideológica contra o Irã chocou –nos extremamente. Porque as iranianas, argelinas e não as palestinas ou as Iraquianas? Por qué estas escolhas selectivas? Para contrariar estas palavras de ordem, do nosso lado, decidimos manifestar a nossa solidariedade, não para as mulheres do terceiro mundo, mas as mulheres no Ocidente. Assim, clamamos

Solidariedade com as suecas!

Solidariedade com as italianas!

Solidariedade com as alemãs!

Solidariedade com as Inglêsas!

Solidariedade com as francesas!

Solidariedade com as americanas!

Isso queria dizer: por que é que vocês, as mulheres brancas têm sozinhas o privilégio da solidariedade? Vocês também são espancadas, violadas, vocês também sofrem a violência masculina, vocês também são mal pagas, desprezadas, o vosso corpo também é instrumentalizado. …

Posso dizer-vos que fomos vistas como se fôssemos extra-terrestres. O que lhes diziamos parecia -lhes surrealista, inacreditável. Foi a quarta dimensão. Não éra tanto lembrá-les o estatuto de mulheres no Ocidente, que as chocou- Foi o fato de que Africanas e árabe-muçulmanas tenham-se permitido de inverter a relação simbólica da dominação e estabelecer-se como patrocinadores. Em outras palavras, com essa pirueta retórica, mostramos -le que elas tinham um estatuto superior ao nosso. Frente o ar incredulo delas, nós rimos muito.

Continuar lendo: http://www.decolonialtranslation.com/portugues/as-mulheres-brancas-eo-privilegio-de-solidariedade.html

Outros textos de Houria Bouteldja também em espanhol e ingles em: http://www.decolonialtranslation.com/

CFP: Cambridge Journal of Postcolonial Literary Inquiry

Divulgamos o Call for Papers para Cambridge Journal of Postcolonial Literary Inquiry, até 30 de setembro de 2013.

Mais informações aqui:
http://africainwords.com/2013/06/26/cfp-cambridge-journal-of-postcolonial-literary-inquiry/

Universalismo gay, homoracialismo y “matrimonio para todos”, por Houria Bouteldja

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He aprendido la lección. Y creo que por fin entiendo. Parece que las palabras son importantes. Lo son. Así es que estas son las palabras que pronuncié en el estudio del programa de television Esta noche o nunca (Ce soir ou jamais), el 6 de noviembre 2012, sobre el matrimonio gay.

“Yo no tengo opinión sobre la legitimidad o no de las reivindicaciones homosexuales, sin embargo, tengo una opinión sobre la universalidad de la reivindicación identitaria homosexual. Se los voy a contar un poco bruscamente, a mi no me concierne ese debate porque mi voz es particular y está situada desde un lugar. Hay una serie de posiciones que se han expresado aquí y en Francia, cuando se habla de este tema, sea de derecha, sea de izquierda, sea progresista o reaccionaria. En cuanto a mí, no estoy en absoluto metida ahí en ese debate. Estoy fuera de todo eso porque mi discurso se encuentra políticamente situado desde un lugar. Estoy situada en la historia de la inmigración post-colonial y en la de los barrios populares. Si se me pregunta sobre esta cuestión, ahí donde estoy, porque yo no tengo una opinión universal, ahí donde estoy yo digo, esta cuestión no me concierne. Porque si se toma un micrófono y va uno a los barrios, por ejemplo al Mirail de Toulouse, al Mas du Tauro en Lyon, a la cité del Luth en Gennevilliers y le peguntamos a la gente “¿cuáles son sus problemas?” Las respuestas espontáneamente, prioritariamente, serán la vivienda, el acoso policial, será la discriminación, el desempleo, serán un montón de problemas de la vida cotidiana, esta pregunta (del matrimonio gay) no aparecerá, se los apuesto. Esto no quiere decir que no existan prácticas homosexuales en los barrios sino que no es prioritario y que tenemos otras cosas más importantes y urgentes. La segunda cuestión es que yo no creo en la universalidad de la identidad política homosexual. Es decir, hago una distinción entre el hecho de que puede haber prácticas homosexuales efectivamente en los barrios o en otros lugares pero no se manifiestan a través de una reivindicación identitaria política. Esto que digo aquí no es universal. Y hago un poco la crítica a este debate político francés que piensa en los ambientes homosexuales mayoritarios, esto es a lo que se llama homonacionalismo y que prefiero llamar homoracialismo que consiste en considerar que cuando se está homosexual, se debe hacer un coming out (salir del armario) o todas las reivindicaciones que lo acompañan1.

Estas declaraciones han sido globalmente bien recibidas por los no-Blancos pero han atraído reacciones hostiles, más bien humillantes y bastante explícitas – que resultaron ser incluso más violentas las que surgieron en los contextos Blancos conocidos como aliados. Puedo comprender la incomprensión. Por un lado, porque el propósito es lapidario pero en una circunstancia propicia el formato de un programa de televisión no permite los largos desarrollos. ¿Los admiradores de Bourdieu y Chomsky lo ignoran? Y por otra parte, porque son escasos los ambientes Blancos – y asimilados – realmente liberados de cualquier forma de eurocentrismo. No cualquiera puede ser un blanco que “traicione a su raza”. Es un honor que se gana por mérito.

Cuando F. Taddei me invita a hablar sobre el matrimonio gay, dudo en aceptar. El tema es delicado. De hecho, tiene un consenso global entre nuestros aliados de la izquierda blanca, que está lejos de ser el caso en las filas de los indígenas [nombre designado por el estado imperial a los sujetos coloniales en Francia] estén o no organizados. Esta cuestión se aborda en forma de rechazo o de indiferencia. Como militante política, envuelta en las dinámicas de construcción, me encuentro frente a un riesgo que puede costarme caro de una parte o de otra. Pero, ¿puedo permitirme el lujo de desentenderme de esto? La respuesta es no.

En primer lugar, porque desde los últimos diez años, esta pregunta vuelve con fuerza. Se le pide dar cuenta a los indígenas en cuanto a su real o supuesta homofobia. En el plano internacional, vemos dibujarse los contornos cada vez más asumidos de una “civilización sexual” promovida por las instancias internacionales en la defensa de las minorías sexuales bajo su forma LGBT. Abundan los ejemplos: en 2004, se fundó el Día Internacional contra la Homofobia. Su promotor, Louis-Georges Tin lanzó incluso una campaña de despenalización universal de la homosexualidad con el apoyo del de Rama Yade, entonces ministra de Sarkozy. Mientras en la cumbre Commonwealth en octubre de 2011, el primer ministro británico, David Cameron amenazó con excluir de los programas de ayuda exterior británicos a los países que no reconocen los derechos de los homosexuales. En Nueva York, los líderes neoconservadores trataron de condicionar la instalación de la mezquita de la Zona Cero abriendo un bar gay para poner a los musulmanes a prueba y evaluar su tolerancia. En 2010, durante el Orgullo Gay de Berlín, Judith Butler, la intelectual estadounidense de renombre internacional, se conmovió con la instrumentalización xenófoba de las luchas LGBT. “Estamos reclutados en un combate nacionalista y militarista”. Estas son sus palabras. Israel ha comprendido bien esta táctica de pinkwashing que se construye desde los últimos años con un rostro moderno y gay-friendly para ocultar la continua violación de los derechos palestinos. A nivel nacional, hemos visto una valorización exacerbada del “homo ghetto”2 o de un cierto “musulmán progresista”3 Mejor aún, Marine Le Pen (líder del Front National partido neo-facista en Francia) se ha distinguido recientemente por una preocupación insospechada por los homosexuales de los barrios. Más chusco todavía, el 7 del mayo de 2011, el movimiento de los identitarios (neo-fascistas franceses) ha llamado a un kiss-in en frente de la Gran Mezquita de Lyon para “combatir la homofobia en los países islámicos y la homofobia de una pequeña minoría de los musulmanes en Francia “. ¡Qué ejemplar!

Para volver al tema de la emisión que fue el punto de partida de este artículo, si he tenido que pronunciarme es también porque a través de esta cuestión del “matrimonio para todos”, es el conjunto de la sociedad que está invitada a aprovechar esta propuesta de cambio legislativo – y no sólo las comunidades gay del mundo Blanco.

Los indígenas son un componente de la sociedad francesa, de cualquier manera. Si el asunto del “matrimonio para todos” se plantea en el debate público, entonces las organizaciones pueden considerar que es legítimo romper el silencio relativo que marcaba hasta ahora el campo de las luchas de la inmigración y los barrios populares sobre este asunto. ¡Y eso es lo que pasó!4. Las organizaciones musulmanas, situadas más bien a la derecha y algunos activistas considerados de izquierda no dudaron en dar el salto. Ellos se manifestaron el 13 de enero para llamar a la acción colectiva contra el matrimonio para todos. Este evento reunió a muchas organizaciones de derecha y de extrema derecha. Más que la ira de nuestros “amigos” blancos, es esta convergencia paradójica y peligrosa que me empuja a reaccionar.

Tal como lo decía, el tema del matrimonio gay es delicado y cuando acepté participar en el programa, incluso pisando huevos, sabía que no dudaría en sacrificar a nuestros aliados blancos y, digamos, más ampliamente la opinión blanca de izquierda acerca de la lucha de los homosexuales. Este riesgo, nosotros los indígenas de la república, nunca hemos dudado en tomarlo. La experiencia es en general beneficiosa. Lo que me importa antes que todo es la opinión indígena y sus motivaciones profundas. De tanto depender de nuestros “amigos” blancos, nos disolvemos inútilmente en un marea apolítica donde el purismo de los principios se disputa con un humanismo abstracto, individualista y liberal – a veces ingenuo por no decir negado.

Dicho esto, estoy mintiendo un poco. Como militante, me veo obligada a reflexionar sobre los equilibrios y las alternativas, si no puedo hacer la economía del sacrificio de la opinión blanca de izquierda, al menos, sigue siendo importante desde mi punto de vista y no desaparece por completo de la pantalla de mi radar. A condición de que de ambas partes, hayan definido bien el enemigo principal. Ya volveré sobre esto.

 

Seguir leyendo en: http://www.decolonialtranslation.com/espanol/universalismo-gay-homoracialismo-y-matrimonio-para-todos.html

Conferência “Musical and Other Cultural Responses to Political Violence in Latin America”

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Divulgamos a chamada de comunicações aberta até 15 de agosto de 2013 para a Conferência Musical and Other Cultural Responses to Political Violence in Latin America, a realizar-se no dia 6 de dezembro na Universidade de  Manchester, Inglaterra.

CFP:

Supported by the Martin Harris Centre for Music and Drama, the Centre for Latin American and Caribbean Studies (CLACS) and the Centre for Interdisciplinary Research in the Arts and Languages (CIDRAL).

Keynote speaker: Professor Michael Lazzara (University of California, Davis), author of Chile in Transition: The Poetics and Politics of Memory (2006).

Music, literature, theatre, cinema and other cultural expressions have long been intertwined with violence in Latin America. In the case of music, songs linked to the Shining Path guerrilla insurrection in Peru, chants sung during Venezuelan rallies by both supporters and opponents of chavismo, the emergence of the genre narcocorridos in Mexico, and pieces played by political prisoners and agents in detention and torture centres in Pinochet’s Chile offer examples of the many ways it can function in the context of violence: as a form of indoctrination and tool to abuse human rights, as a means to encourage and propagate political conflicts, aggression and social disruption, or as a survival tactic to resist violence and overcome traumatic situations, among other roles. Literature, theatre, cinema and other cultural expressions might assume similar functions. As John Blacking observes in How Musical is Man? (1973), “It sometimes happens that remarkable cultural developments can take place in societies in which man’s humanity is progressively abused, restricted, and disregarded. This is because cultural development can reach a stage where it is almost mechanically self-generative.”

This interdisciplinary conference will explore functions played by music and other cultural expressions in contexts of political violence in Latin America. The event is part of the Levehulme project ‘Sounds of Memory: Music and Political Captivity in Pinochet’s Chile’ at the University of Manchester. We welcome proposals from any area of the humanities and social sciences, particularly those dealing with anniversaries or events relating to state violence taking place in 2013, including the fortieth anniversary of the onset of the Chilean and Uruguayan dictatorships, the fifteenth anniversary of Pinochet’s detention in London, the genocide sentence against former Guatemalan dictator Efraín Ríos Montt and the death of the Argentinean ‘Dirty War’ criminal Jorge Rafael Videla. Papers prompting reflection on processes of memorialisation and reconciliation, as well as the continuing legacies of past regimes and those who opposed them, will be especially welcome. Themes to be addressed in the conference include, but are not limited to:

– human rights violations

– migration and exile

– testimony

– censorship

– political activism

– memory and post-memory

– nostalgia

– commemoration

– reconciliation and healing

– public space

– mediatic representations

– research ethics and methodologies

The working language of the conference will be English. Papers should last no longer than 20 minutes, including audio and visual illustrations. Abstracts of 250–300 words should be sent to the conference organiser, Katia Chornik (katia.chornik@manchester.ac.uk) by 15 August 2013. Speakers will be notified of their acceptance or otherwise by 1st September.