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Monthly Archives: Março 2013

Abstracts ‘Descolonizar os Desejos?’

Já se encontram disponíveis on-line os abstracts do call for papers de ‘Descolonizar os Desejos?’, 50º Congresso de Filosofia Jovem Horizontes de Compromisso, Granada, 5-8 junho, 2013.

Podem ser consultados aqui:

http://horizontesdecompromiso.wordpress.com/pensar/deseo/abstracts-3/

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Entrelaces entre desejo e capital

Pensando o Contemporâneo no fio da navalha: entrelaces entre desejo e capital

Claudia Abbês Baêta Neves

Foucault chamava atenção para a emergência, desde o século XIX, de uma nova tecnologia de poder que funciona tomando “posse da vida desde o orgânico ao biológico”. Ele a denomina de biopolítica e mostra que ela se exerce tomando a população. Já não toma mais o corpo para individualizar, docilizar e disciplinar, mas o toma para operar uma individualização que recoloca os corpos nos “processos biológicos de conjunto”, como fenômenos coletivos que só ganham pertinência no nível das massas.

Apesar de funcionar de modo inverso às antigas tecnologias de poder da soberania, — expressas na vontade e no direito do soberano de “fazer morrer e deixar viver”, — e da disciplina, — que rege a multiplicidade dos homens para torná-los individualidades a serem controladas, treinadas e vigiadas, o biopoder não as apaga. Ele as conjuga, “penetrando-as, perpassando-as e modificando-as” e, em seu exercício de “fazer viver e deixar morrer” toma a vida do homem como ser vivo, como espécie.

Do ponto de vista biopolítico, estes processos de intensificação da vida estão incondicionalmente conjugados aos processos de ativação das forças produtivas e de sua reprodução, pois o modo de produção capitalista, hoje, materializa-se não só em toda a sociedade e em todas as relações sociais, mas também, e, primordialmente, no governo da “natureza humana” e da vida em sua virtualidade. Os afetos, o conhecimento, o desejo são fortemente incorporados ao atual regime de acumulação capitalista.

Deleuze e Guattari chamam atenção em todo o Anti-édipo e mais tarde em Mil Platôs para a coextensividade da produção desejante e da produção social, mostrando que o socius não é um todo autônomo mas um campo de variações entre uma instância de agregação (máquinas molares — técnicas e sociais) e uma superfície de errância (máquinas desejantes) como regimes diferentes de uma mesma produção imanente. Contrariando a tradição que ligava o desejo à falta de objeto e a economia política que reduz as relações entre forças à dimensão capital e trabalho, afirmam que a economia do desejo e a economia política são uma só: economia de fluxos. Homem e natureza estão imersos numa “universal produção primária”, produtividade de fluxos e cortes de fluxos da produção desejante, que se caracteriza pelo produzir sempre o produzir, pelo injetar produzir no produto, pela produção de produção.

O capital vem esbarrando nos limites absolutos do processo real de valorização e, apesar de empurrar estes limites cada vez mais para frente em sua lógica de expandir-se – via mundialização e “vampirização” das sinergias da vida —, tem se defrontado com alguns entraves reais (para onde mais se expandir). Tais entraves o fazem assaltar, não somente, os últimos recursos disponíveis e gratuitos da natureza (água, ar, luz solar), mas, sobretudo, tomar para si a gestão da vida em suas dimensões biológicas e subjetivas, fazendo do sono, do desejo, da afetividade e da sexualidade, um terreno direto da valorização do capital.

Artigo completo: http://server.slab.uff.br/textos/texto81.pdf

Revistas Científicas

Afro-Ásia

http://www.afroasia.ufba.br/

Agália – Revista de Estudos na Cultura

http://www.agalia.net/

AIBR. Revista de Antropología Iberoamericana

http://www.aibr.org/antropologia/netesp/

Alteridades

http://uam-antropologia.info/web/component/option,com_docman/Itemid,26/

Altre Modernità. Rivista di studi letterari e culturali

http://riviste.unimi.it/index.php/AMonline/issue/archive#

Antropológicas

http://revistas.rcaap.pt/antropologicas/index

Antropos. Revista de Antropologia

http://revista.antropos.com.br/v3/

Argumentos

http://bidi.xoc.uam.mx/tabla_contenido_fasciculo.php?id_fasciculo=612

Revista de Antropología Social.

http://revistas.ucm.es/index.php/RASO

B

Boletín de Antropología. Universidad de Antioquía

http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/boletin

Revista Brasileira do Caribe

http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rbrascaribe/index

C

Cadernos de Arte e Antropologia

http://www.portalseer.ufba.br/index.php/cadernosaa/about

Cadernos de Estudos Africanos

http://cea.iscte.pt/cadernos/

Campos. Revista de Antropología Social

http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/campos/index

Caribbean Studies

http://graduados.uprrp.edu/caribbean-studies/

Civitas. Revista de Ciências Sociais

http://revistaseletronicas.pucrs.br/civitas/ojs/index.php/civitas

Revista Crioula

http://www.fflch.usp.br/dlcv/revistas/crioula/index.php

Revista Crítica de Ciências Sociais

http://www.ces.uc.pt/rccs/index.php

Cuadernos Interculturales

http://cuadernosinterculturales.uv.cl/

Cultural Studies

http://www.tandfonline.com/action/aboutThisJournal?journalCode=rcus20

D

Desacatos. Revista de Antropología Social

http://www.ciesas.edu.mx/desacatos/ini.html

Revista Desassossego

http://www.revistas.usp.br/desassossego/

E

En clave de Sur

http://ilsa.org.co:81/taxonomy/term/3

Revista Estudos Feministas

http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/ref

Etnográfica

http://cria.org.pt/site/revista-etnografica.html

Ex Plus Ultra. The Postgraduate Ejournal of the WUN International Network in Colonial and Postcolonial Studies.

http://explusultra.wun.ac.uk/index.php/about/introduction

Revista Ecléctica

http://revistaeclectica.org/

H

HAU: Journal of Ethnographic Theory

http://www.haujournal.org/index.php/hau/index

Revista Histórica. Revista on line do Arquivo Público do Estado de São Paulo

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/historica/index.php

Horizontes Antropológicos

http://www.ufrgs.br/ppgas/ha/

I

Revista Icarahy

http://www.revistaicarahy.uff.br/revista/

Interventions: International Journal of Postcolonial Studies

http://www.nyupoco.com/html/interventions.html

Revista (in)visível

http://revistainvisivel.com/

J

Journal of Imperial and Commonwealth History

http://www.history.ac.uk/history-online/journal/journal-imperial-and-commonwealth-history

Journal of Southern African Studies

http://www.tandfonline.com/action/aboutThisJournal?journalCode=cjss20

L

Latinoámerica. Revista de Estudios Lationamericanos

http://www.cialc.unam.mx/web_latino_final/latinoamerica.html

Revista Latinoamericana de Estudios sobre Cuerpos , Emociones y Sociedad

http://www.relaces.com.ar/

Lusotopie

http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/

M

Mulemba – Revista de Estudos de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa

http://setorlitafrica.letras.ufrj.br/mulemba/index.php

N

Nómadas, Revista Crítica de Ciencias Sociales y Jurídicas

http://revistas.ucm.es/index.php/NOMA

O

Otro Derecho

http://ilsa.org.co:81/taxonomy/term/5

Otros Logos

http://www.ceapedi.com.ar/otroslogos/

P

Revista Pueblos y Fronteras

http://www.pueblosyfronteras.unam.mx/index.html

Q

Quaderns-e. Institut Català d’Antropologia

http://www.antropologia.cat/quaderns_e

R

Ra-Ximhai, Revista Científica.

http://raximhai.com.mx/Portal/

Radical History Review

http://www.dukeupress.edu/Catalog/ViewProduct.php?viewby=journal&productid=45628

Realis. Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais

http://www.revista-realis.org/

Representations

http://www.representations.org/about/

S

Settler Colonial Studies

http://settlercolonialstudies.org/journal/

South African Historical Journal

http://www.sahs.org.za/index.php/journal.html

T

Revista Tabula Rasa

http://www.revistatabularasa.org/

Theory, Culture & Society

http://theoryculturesociety.blogspot.pt/

Transmodernity. Journal of Peripherical Cultural Production of the Luso-Hispanic World

http://www.escholarship.org/uc/ssha_transmodernity

 

 

Buscadores:

Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal

http://www.redalyc.org/

Scielo. Scientific Electronic Library Online

http://www.scielo.org/php/index.php?lang=es

Primeros materiales para una Teoría de la Jovencita

Primeros materiales para una Teoría de la Jovencita

Tiqqun

Mientras que, en el modelo de producción fordista, el cuerpo estaba condenado a la cadena de montaje por sus gestos repetitivos y el espíritu quedaba “libre” para pensar las formas de emancipación, hoy, siendo el trabajo en las sociedades capitalistas avanzadas casi enteramente intelectual, es el cuerpo el que asiste, incrédulo y olvidado, a esta nueva explotación.

El deseo se ha hecho indiferente, en el doble sentido de que puede desear un objeto privado de marcas de especifidad, no particular, o simplemente permanecer insensible y negligente, es decir, dejar de responder a las solicitudes perpetuas, pero privadas de intensidad propia.

El deseo (cupitidas), escribe Spinoza, “es la esencia misma del hombre en cuanto es concebida como determinada a hacer algo en virtud de una afección cualquiera que se da en ella” (Ética, III), y es de su “esencia”, si queremos decirlo en términos spinozianos, de lo que el hombre se encuentra exiliado cuando habita la indiferencia del deseo. Su Yo se vuelve un aparato estratégico y está, como tal, privado de organicidad, expuesto al peligro de devenir cosa, de ser enteramente objetivado.

La scientia sexualis que, a partir del siglo XVIII, sustituye al ars erotica, es un saber construido y producido para desactivar el potencial inquietante que el sexo, en tanto manifestación física de lo metafísico, porta en sí. Lo que hay que oculta a todo precio es que la “metafísica- la emergencia de un más allá de la naturaleza- no está localizada al nivel del conocimiento intelectual, sino en este conocimiento carnal, sexual, con el cual nos abrimos originariamente al otro sin dejar de ser nosotros mismos” (M. Merleau-Ponty, Fenomenología de la percepción).

Postcolonial Desires

Theatre and Postcolonial Desires

I venture to suggest that it is this shifting conception of identity that carries the greatest promise for realizing what I call “postcolonial desire”- the act of imagining, living and negotiating a social reality based on democracy, cultural pluralism and social justice. It represents a counterpoint to Robert Young’s interpretation of “Colonial Desire”. If “colonial desire” consisted in the drive of epistemologies an representational conventions within European or neo-colonial modernity to seek out and dominate its “Other”, “postcolonial desire” signifies an act of refusal to assume the pasive, static, essentialist identity of that “Other”. Rather, it draws upon the resources of non-formal citizenship to fuel a perpetual act of becoming (Amkpa, 2004: 10).

AMKPA, Awan. Theatre and Postcolonial Desires. Londres: Routledge, 2004.