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Experiências Coloniais e seus legados: entre corpos, poderes e subjetividades

O V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia terá lugar entre 9 e 11 de Setembro de 2013 no Campus da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) em Vila Real.  O Congresso é organizado pela Associação Portuguesa de Antropologia (APA) e a chamada para comunicações decorrerá de 1 de Fevereiro a 22 de Abril de 2013. 

Link do Congresso: http://www.apantropologia.org/congresso2013/

Nomeadamente, chamamos a vossa atenção para o painel “Experiências Coloniais e seus legados: entre corpos, poderes e subjetividades” coordenado por Cristina Sá Valentim, Esther Fernández Moya e Fabrício Rocha (doutorandos em Pós-Colonialismos e Cidadania Global no CES-Coimbra) e colaboradores no GAIEPC.

Resumo

A expansão marítima europeia e os colonialismos subsequentes instituíram a naturalização da diferença como desigualdade e inferioridade para legitimar formas de dominação/exploração sobre outras pessoas e outros conhecimentos. As categorizações epistémicas/raciais/sexistas da modernidade ocidental elaboradas de forma a denominar para dominar, tiveram no corpo o lugar privilegiado do exercício do poder.

Perante a visão mecanicista cartesiana, que concebia o corpo como recetáculo da alma, a contribuição do antropólogo Marcel Mauss na década de 1930 foi decisiva nas ciências sociais e humanas para se entender o corpo enquanto um mediador de excelência entre conhecimento e experiência, indivíduo e sociedade. Sendo o corpo um veículo de expressão de intencionalidades, fronteiras, hierarquias, exclusões e inclusões sociais, no fundo, de identidades, a performatividade e a corporalidade são instrumentos de poder que tanto servem propósitos de dominação como de oposição.

Se os colonialismos e as colonialidades, e seus legados, são dimensões complexas e contraditórias alicerçadas na subjetividade, torna-se necessário problematizar os debates pós-coloniais que, na esteira de Foucault e Said, se concentram na desconstrução do discurso e da representação. Para tanto, as contribuições teóricas e metodológicas da antropologia contemporânea mostram-se pertinentes na medida em que partem de materiais etnográficos específicos numa visão crítica e comparativa que agrega experiências locais a processos globais. Isto permite inquirir as materialidades dos processos de atribuição de significado, nomeadamente a inscrição nos corpos de formas coloniais de opressão como também os mecanismos que, no plano intersubjetivo do quotidiano e através do corpo, atuam como expressões de poder contra-hegemónico.

Envio de propostas no link do painel 10:

http://www.nomadit.co.uk/apa/apa2013/panels.php5?PanelID=2352

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